domingo, 12 de agosto de 2007

O mundo como ele é

Havia uma sociedade em uma época qualquer, de um mundo qualquer.

Nela, as pessoas viviam como de costume. O ser humano existia para cumprir algumas funções, tais como produzir bens e serviços e satisfazer aqueles que foram intitulados de seus líderes. Além de reproduzir e manter a existência da raça no planeta.

As máquinas existiam para produzir bens e serviços e com eles os tais líderes tiravam a sua jóia mais preciosa: o código "Luc".

Os homens eram livres, poderiam fazer o que quisessem, na hora que quisessem. Todo o consumo era para mera sobrevivência. Não havia descanso, apesar da liberdade, o homem se recusava a parar. Ter vontades era desnecessário, o que era realmente importante era produzir.

Os homens trabalhavam várias horas por dia, e passavam às horas restantes dormindo. O sistema funcionava. Se produzia muito. Não havia médicos. Havia manutenção, muitas vezes feita pelo próprio Líder, quando ele seguia fielmente o seu manual do proprietário.

Para se alimentar, os seres humanos comiam coisas feitas para serem comidas em segundos. Afinal de contas o maior gasto de qualquer sistema de Produção, é o gasto com energia. Quanto menos, melhor. As pessoas que nascem e conseguem se tornar líderes muitas vezes só conseguem devido a soluções criadas para minimizar gasto com energia.

Quando havia interesse do líder, as pessoas se divertiam afetivamente. Não que houvesse qualquer interação de sentimentos, mas os seres de sexo masculino seguiam uma programação feita em uma linguagem qualquer em que os dados de input eram fornecidos pelo ser de sexo feminino. Não pela vontade dela, mas pela captação de imagens existentes no dispositivo chamado de olho presente nos seres humanos. Quando o homem capta a imagem da mulher ele já tem os seus dados de entrada, nisso ele segue a programação baseadas em vários arrays, matrixes e ifs. A mulher, por sua vez, espera as primeiras palavras do homem para seguir na sua programação correspondente. Evidentemente que tal configuração, tanto do aspecto físico como da programação de "sedução", era conferida minuciosamente pelo líder e pelo fabricante. Geralmente, essa programação demorava algum tempo (geralmente de duas a três horas, que evidentemente eram ocupadas no tempo de repouso diário do componente) até a finalização que era em alguma oficina onde se fabricaria mais algum componente desse sistema de Produção (com letra maiúscula sim... afinal de contas "Produção" era uma entidade).

Não há religiões (pois sentimentos são desprezíveis), não há guerras (pois isso faria com que se perdessem máquinas), só importa a Produção.

5 comentários:

Ulisses disse...

já pensou em ser ir pra área de humanas ou algo do tipo??
Vai ter saco pra escrever assim longe =P

flws caba feio

Eduardo Costa disse...

Ahm? Que espécie de universo distópico e caótico é esse?

NeoTaylor disse...

eh exatamente o q dudu disse... caótico... distópico... passa uma maquiagenzinha nesse texto, que fica igualzinho a esse mundo

Roger disse...

Bem-vindo ao Admirável Mundo Novo...
Só faltaram algumas teletelas para visualizarem as "máquinas" (citação de 1984- O grande irmão, leiam mesmo).

Mas os seres humanos sempre se comportaram como máquinas, a diferença é que eles têm muitas flutuações estatísticas de processo.
Eu já havia pensado em algo do gênero depois de ter lido alguns livros.
Quer saber??
BIp, bip, bip...
Ops!!!
A máquina aqui precisa de fluido refrigerante para continuar a mensagem, sinal vermelho. É hora de chamar o OPERADOR SUPREMO que está acima de nossas cabeças.
Até mais.

Italo disse...

Biiicho, não sabia o que significava "distópico", mas a expressão de dudu pareceu bem colocada (uuui). Eu não tava conseguindo achar palavras adequadas para qualificá-lo (o mundo).

Quanto a ser o "mundo como ele é", não sei o que você quis dizer. Além da maquiagenzinha acho que seriam necessárias algumas cirurgiazinhas plásticas e um ou dois transplantezinhos de orgãos.

Não sei se foi intencional (nesse caso, não entendi a intenção), mas "o consumo era para mera sobrevivência" não faz sentido com o resto do texto. Já que a função do ser humano era produzir e produzir muito, mas produzir "pra quem?" ou "pra quê?". Esse é um dos principais motivos pelo qual digo que uma maquiagenzinha não resolve. =P


No que tange a "forma"...

Eu sei que o penultimo parágrafo encerra um único "assunto": a reProdução, mas ainda assim era melhor que ele tivesse sido dividido em dois. É ruim de ler um parágrafo tão grande.

Você desenvolveu todo seu texto no passado, mas no último parágrafo mudou para o presente. Ficou estranho.

Tsc, tsc, tsc... Esses engenheiros e suas manias de escrever sobre o Mal do Apocalipse da Morte From Hell, nam! Hehehe. =D

Foi mal o comentário gigante, mas eu só quis ajudar! =\